"Quem quiser
obter rendimentos mais elevados terá de arregaçar as mangas e correr mais
riscos", disse Steinbruch, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo
SÃO PAULO - Com a queda das taxas de juros, viver de renda no Brasil está
cada vez mais difícil. Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo desta
terça-feira (9), o diretor-presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional),
Benjamin Steinbruch, lembrou que, antes, o investidor que aplicava em renda
fixa conseguia retornos reais (acima da inflação) bastante elevados.
Assim, com os juros altíssimos, os brasileiros ficaram acostumadas a, durante décadas, receber rendimentos sem fazer esforço nenhum e sem correr riscos. “Os títulos do governo eram seguros e rendiam sempre bem mais do que a inflação. Frequentemente, proporcionavam retornos melhores do que o de operações industriais e comerciais”, pontuou Steinbruch.
Com os seguidos cortes da Selic, que desde agosto de 2011 recuou 5 pontos
percentuais, de 12,5% para 7,5% ao ano, ele lembra que a taxa de juros
brasileira deixou de ser a mais alta do mundo, apesar de ainda estar distante
das demais taxas internacionais - muitas próximas de zero. A consequência
direta disso é que os investidores precisarão se esforçar muito mais para
conseguirem retornos satisfatórios. “Quem quiser obter rendimentos mais
elevados terá de arregaçar as mangas, investir em operações produtivas de longo
prazo e correr mais riscos”, disse.
Neste cenário, o executivo aponta que é possível notar que os investidores já começam a aplicar mais em atividades ligadas à produção. “Pessoas físicas já procuram fundos imobiliários e outros papéis ligados à construção. À medida que a situação global tenda a se estabilizar, também buscarão, certamente, ações de empresas que remunerem bem seus acionistas e mantenham boas práticas de gestão corporativa”, afirmou.
Por Diego Lazzaris Borges
Assim, com os juros altíssimos, os brasileiros ficaram acostumadas a, durante décadas, receber rendimentos sem fazer esforço nenhum e sem correr riscos. “Os títulos do governo eram seguros e rendiam sempre bem mais do que a inflação. Frequentemente, proporcionavam retornos melhores do que o de operações industriais e comerciais”, pontuou Steinbruch.
Neste cenário, o executivo aponta que é possível notar que os investidores já começam a aplicar mais em atividades ligadas à produção. “Pessoas físicas já procuram fundos imobiliários e outros papéis ligados à construção. À medida que a situação global tenda a se estabilizar, também buscarão, certamente, ações de empresas que remunerem bem seus acionistas e mantenham boas práticas de gestão corporativa”, afirmou.
Por Diego Lazzaris Borges
|14h11 | 09-10-2012
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