quinta-feira, 4 de outubro de 2012

VIVO: Bons dividendos e perspectivas de crescimento


SÃO PAULO - Em meio à turbulência dos últimos meses com o setor de energia, as ações das elétricas, que costumavam ocupar a liderança entre as mais recomendada de dividendos, deram um certo espaço para os ativos de companhias de outros setores em setembro.  Com isso, os papéis da Telefônica Brasil (VIVT4) ganharam espaço em setembro, liderando as recomendações de bancos e corretoras no portfólio de dividendos, com oito recomendações dentre as doze carteiras - quatro citações a mais do que as obtidas no mês anterior.
stand da Vivo - telefonia


Mudanças à vista para elétricas
As perspectivas ruins para as companhias elétricas se deram em meio às declarações emitidas pelo governo de redução das tarifas de energia elétrica, além da proximidade do período de renovação de concessões para algumas companhias. Assim, o IEE (Índice de Energia Elétrica) - que funciona como um termômetro para o setor - registrou forte baixa de 5,57% em agosto. 
De acordo com o Itaú BBA, o setor de energia pode apresentar uma mudança substancial, com as medidas anunciadas pelo governo para redução das tarifas. Para a equipe de análise, o movimento pode causar muita volatilidade para as ações, comprometendo a forte distribuição de lucros destas empresas nos próximos anos.
Entretanto, apesar da queda no número de citações, as ações do setor seguem como uma das preferidas entre os analistas para a composição de um portfólio de dividendos. O terceiro lugar, apesar do maior pessimismo com o setor, é ocupado pelas ações preferenciais da Cemig (CMIG4) e da Tractebel (TBLE3), caindo uma posição em relação ao mês anterior. 
Mas, dentre as novidades, esteve o aumento do número de recomendações fora do setor de energia, como a ascensão da Comgás (CGAS5), que conseguiu o quarto lugar dentre as mais recomendadas, totalizando quatro votos. Outras ações que antes pouco apareciam e agora chamam mais a atenção dos analistas são as da Cielo (CIEL3) e Valid (VLID3), cada uma recebendo três votos. 
Com três citações também, estiveram os papéis da Mahle Metal Leve (LEVE3) e, entre as elétricas, os ativos da Coelce (COCE5), da Light (LIGT3), e Transmissão Paulista (TRPL4). Vale ressaltar que esta última liderou o ranking das carteiras em junho e julho.  Com duas recomendações, ainda estiveram os ativos da Energias do Brasil (ENBR3) e, fora do setor, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3), Eternit (ETER3), CCR (CCRO3), Grendene (GRND3) e Ambev (AMBV4). 
Para a compilação deste mês de setembro, foram utilizadas para as carteiras de dividendos elaboradas pela Ativa Corretora, Bradesco Corretora, Citi Corretora, Coinvalores, Banco Fator Corretora, HSBC, Itaú Dividendos, Omar Camargo, SLW, Rico, UM Investimentos e XP 
VIVT4: bons dividendos e perspectivas de crescimento
Retomando a liderança - após quatro meses fora do topo do ranking, as ações da Telefônica Brasil foram as preferidas dos bancos e corretoras. Isso é resultado da combinação de bom pagamento de dividendos e perspectivas de crescimento através de sinergias.
Citi Corretora ressalta ainda que a empresa apresenta um fluxo de caixa elevado e estável. Além disso, no mercado de telefonia móvel, a Telefônica Brasil apresenta indicadores operacionais fortes  e elevada base nos segmentos 3G e planos pós-pagos.
Além desses fatores, a conclusão da reestruturação operacional da Telefônica permite traçar um cenário otimista com relação aos ganhos de sinergia com a incorporação da Vivo, aponta a SLW Corretora. O cenário de maior aceleração crescimento da economia brasileira  e o desenvolvimento de uma nova plataforma de serviços deve beneficiar a companhia telefônica, de acordo com os analistas.
GETI4: fluxo de caixa e resultados estáveis
A previsibilidade dos resultados, o bom pagamento de dividendos e a capacidade expansão são fatores apontados pelos analistas para a recomendação dos papéis da AES Tietê no mês.
Coinvalores ressalta como positivo para a AES Tietê a estabilidade da receita pouco comum no mercado, já que a energia gerada está quase integralmente contratada em acordo bilateral com a Eletropaulo (ELPL4), a preços bastante favoráveis e reajustados anualmente pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado).
Entretanto, a analista da corretora, Sandra Peres, ressalta que, após 2015, quando vence o acordo, pode haver forte queda na receita da companhia. Até lá, segundo ela, os resultados da empresa são extremamente previsíveis.

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